domingo, 15 de fevereiro de 2009

Histórias á la Portugaises

Estou com o sentimento Patriótico em cima, secalhar isso deve-se ao facto de estár a a quilómetros de distância dessa bela Disneylandia.
Passo então a contar duas Histórias que me marcaram, talvez por terem um carimbo de cera e encarnado, altamente carimbado pela tuga.

Rita e o telemóvel


Um domingo como outro qualquer, no qual se reunia a família da Rita. Mas o que se pode dizer da família da Rita? :
- As damas bem pintadas. nem um pavão tem tanta côr.
- Os homens bem tradicionais como manda a regra.
- A Rita ? Uma alfacinha como outra qualquer, desleixada, preguiçosa, azarada e sempre com um peso divino em cima das costas.
Mas teremos que voltar á noite anterior para que fique tudo explicado.

A Rita estava muito contente a cozinhar o jantar,fica para nota o pedragulho gigante que a incitava a cozinhar ainda com mais afinco, enquanto o Manel estava no quarto dela, a mexer no telémovel dela.
Se estivessemos presentes no quarto poderiamos ouvir o Manel, parecendo um maluco:
-"Rita,atende o telémovel caralho!" - e assim sucessivamente.
Mas voltemos então ao almoço.

O almoço correu como outro almoço qualquer de domingo, televisão na T.V.I bem alta para que se pudesse ouvir mais um desastre nacional. Talvez mais uma nova onda de crime? ou será que foi o Zé das couves que ficou de baixo de um tractor ?
Continuando, o almoço decorreu como o normal, conversas superficias que nada significavam se não o desperdício de palavras e muita desatenção por parte da Rita.
Finalmente a Rita levanta-se para ir fumar um cigarrinho á rua. Enquanto a Rita estava na rua, a fumar o seu cigarrinho descansada, toca o telemóvel lá em cima no almoço.
:- "RITA ATENDE O TELEMÓVEL CARALHO"
O almoço pára, e o telemóvel continua...
Finalmente o Homem da casa decide desligar o telemóvel.
A rita vem a subir no elevador, toca a porta de casa. O Homem da casa, Seu Pai olha pelo "espreitador, a rita toca mais uma vez á porta, é então que mal está a por o pé dentro de casa uma mão cai-lhe na cara.
:-"ISTO É POR NÃO ATENDERES O TELÉMOVEL CARALHO!"

António, O tapa-buracos.

Certa tarde o antónio estava a brincar em casa, quando sem querer partiu um vidro. Como criança que era assustou-se com a palmada e os berros que iria ouvir, e sem demoras arranjou uma solução.
Passado umas horas, chega o pai de António a casa.
O António estava a tentar tocar no violino, uma pauta que estava colada ao vidro. Nisto o pai pergunta-lhe.
:-"porque está essa folha colada no vidro António?"
:-"Porque eu estou a ensaiar."
O pai arranca a folha, e para sua admiração vê que o vidro tinha sido partido.

Manifesto da Geraçao Furada ≠ enrabada

Ainda era eu pequenino quando Vicente Jorge Silva,em 1994, apelidou uma geração que iria ficar nos "anais" da história Portuguesa,A Geração Rasca.
Neste momento, com muita prepotência minha, dou eu ínicio a um novo conceito "geracional", o da Geração furada.
Passo a explicar:

Somos enrabados pela ignorância generalizada, que nos é germinada por : - Mass Media e Governo.

Somos enrabados pelas políticas educacionais de criancinhas grandes que preferem andar ás turras,e em guerrinhas de poder, em vez de apostarem na formação equilibrada de uma geração sem rumo (e enrabada)

Somos enrabados pela falta de dinheiro, ou pela má distribuição deste, por parte da "numenklatura" Portuguesa.

Continuamos a ser enrabados pela revolução dos cravos : "Salazar nunca mais! 25 de Abril Sempre?!" - FODA-SE, mas existe alguém que me explique a diferença?. Secalhar na altura fazia-se mais pela frente, do que hoje nos fazem por trás...

Somos enrabados por toda esta assimilação de culturas que nos entram pela "T.V" dentro. Será que só o que fizemos de bom foi o fado?

Somos enrabados pela estupidez geral do povo Português.

Somos a geração enrabada que gostaria de exercer sem recorrer a call center's ou empregos mal remunerados e instáveis.

Somos a continuação das gerações que têm vindo a ser enrabadas.

Somos enrabados, por homens engravatados que a frente nos estendem a mão por trás...já se sabe.

Somos enrabados pelas putas das Donas Rosas:
-"Que inocente que é aquela velhinha"

Somos enrabados pela nossa imagem, pela nossa estética, pelo que gostamos ou não.

Somos enrabados por não o termos sido ainda, e voltaremos a sê-lo quando menos esperar-mos.

No fundo somos a personificação de todos aqueles que gostavam de mandar um cagalhão bem grosso nisto tudo, mas que infelizmente a custa de tantos anos de enrabadelas o cagalhão só sai fininho....

NO FUNDO ESTE MANIFESTO APENAS REFLECTE A “TEXTUALIZAÇÃO” DO PESSIMISMO PORTUGUÊS, O QUE DITO POR OUTRAS PALAVRAS : VÃO SE TODOS FODER, PANELEIROS DO CARALHO, FILHOS DE UMA GRANDESSÍSSIMA PUTA!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Diálogos com a parede

Tu vais mas voltas
e penso nisso
podem existir trocas
mas tu serás sempre um fixo

Esquece tudo, esquece a vida, acredita em nós. Nós seremos tudo. Nós vamos preencher a tua falta e seremos tudo. Vamos ter tudo e todos, não digo em memória de ti mas pelo menos quanto ao meu sentimento serás sempre um daqueles. Um daqueles que marca e deixa a marca, e não sára.

Eu vou fazer por ti, por eles, por mim, acredita. No futuro tudo será passado e vamos recomeçar de novo a pensar no que fazer e como agir, em vias de satisfazer as nossas necessidades e a tua claro.

Não te preocupes comigo. Eu sempre estive bem, estou bem, e vou estar bem como sempre. Mesmo que a merda for grande eu sei pensar, agir e escapar.

Eu sei que te vais dár bem, eu sei que vais conseguir. E no fim, velhos, vamos todos nos abraçar e ser amigos para sempre. Porque no final do fim é que se vêm os amigos.

Sempre bem acredita.



Nuno Cruz

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Senhor dos Rebuçados

Havia uma loja, uma loja lindíssima. A loja era toda ela colorida, em que a cor predominante era o cor de rosa. As crianças iam todas lá comprar rebuçados, chupa chupas e caramelos.
O senhor da loja era simpático, afável e tinha sempre um sorriso na boca. Todas as crianças gostavam dele.
A loja fechava ás vinte horas, sendo que das dezanove ás vinte era a mulher do senhor como empregada.
O senhor dos rebuçados dizia palavrões.
O senhor dos rebuçados cuspia no chão da própria casa.
O senhor dos rebuçados não ajudava a mulher.
O senhor dos rebuçados tratava mal os filhos.
O senhor dos rebuçados era viciado no jogo.
O senhor dos rebuçados era agarrado ao dinheiro.
O senhor dos rebuçados batia na mulher.
O senhor dos rebuçados era mal educado.
O senhor dos rebuçados não queria saber da familia.
O senhor dos rebuçados era alcoólico.

Um dia uma menina saiu a correr da loja do mesmo. Chorava por todo o lado, estava completamente chocada. Uns meses depois a loja estava vazia em vez de estar repleta de crianças felizes.
O senhor dos rebuçados foi preso por assédio sexual.



Edgar Camúrcio