sábado, 21 de março de 2009

A Importância dos Parênteses (Teoria Contemporânea)

Os Parênteses surgem como uma pontuação a utilizar no isolamento de elementos de uma frase ou inteiras construções frásicas, geralmente de informações acessórias e complementares adjacentes à sintaxe inicial.


O meu texto pretende exactamente incidir sobre o uso cada vez mais frequente deste género de pontuação, ou a falta deste. Actualmente é cada vez mais comum encontrarmos mensagens vazias de conteúdo mas repletas de informações adicionais! (As inúmeras conversas do msn pontuadas das politicamente correctas frases do: “-Oi!td bem?” “td! E ktigo?”, ou as sms que felizmente ao serem grátis aumentaram em larga escala o nº de envios de enormes parênteses, cheios de palavras desnecessárias. Ou mesmo as conversas de telefone com as já referidas frases míticas, ou melhor, aquelas que graças aos novos tarifários tornaram-se hoje essenciais e inúteis! A meu ver a necessidade de substituição dos telegramas não se terá dado com o aparecimento do telefone mas possivelmente com o reconhecimento dos ( )! Sendo que para melhorar toda a ausência de tanta polpa verificamos hoje a existência de seres intitulados Humanos que decidem utilizar o vestuário como respectivos parênteses, talvez como protecção do exterior contra interiores vazios! Ou ainda os que recorrem à moda ou outros demais preconceitos e futilidades, utilizando os parênteses rectos para emoldurar a beleza dos seus ( ) vazios! [( )] Vejamos portanto se concluo algo com esta dissertação, que já vai longa, e mesmo sabendo que o meu notório esforço de manter uma introdução enfadonha reforça a probabilidade pouca de alguém se ter estendido tanto ao ponto de continuar a ler este artigo, considero necessário um fim minimamente decente! Pelo que toda a minha veia crítica hoje se exaltou na carência que o ser Humano detém de recorrer a pormenores esquecendo-se muitas vezes do cultivo da semente e lembrando apenas o lavradio da terra. E ) não descuidando da importância dos pormenores, que por mim é bastante valorizada, considero-os vazios quando não acompanhados de respectivos conteúdos.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Velhice

Sou mais velho que o cagar.
Ainda andava tudo a chupar na teta da mãe, e já eu era uma arvóre.
O tempo passou e pouco mudou. Continuo velho,cansado e mal humorado.
Artroses, artrites... Sou um velho, uma carcaça.
Não consegui agarrar a vida, passou-me á frente e fugiu.
Já não tenho tusa, nimguém com quem foder ou quem mandar foder.
Sou velho e tou cansado.
Quero andar,correr e saltar.
Não posso.
Sendo assim puta que pariu, os jovens que pouco fazem, aqueles que pouco agem. A eles, ainda os posso mandar foder ou morrer.
Filhos da puta sortudos que nada fazem, que so consomem e estragam.
Um dia hão de ser velhos e foder-se como eu!